Pular para o conteúdo principal

DIVERSÃO ALLA MODA CORONA

 Eu e o maridão tínhamos um hábito de toda sexta à noite tomar uma cervejinha na sacada, botar o papo da semana em dia ao som de playlistas do Youtube. Não fazíamos isso há um tempão, não sei lá bem o porquê, ou porque ficou repetitivo ou por esquecimento mesmo. Só sei que na última semana acabamos voltando ao velho hábito e digo...foi bem divertido.  

Quase sempre quem comanda a pick up caseira é ele com seus rocks setentistas, mas desta vez fui eu que botei o som. O que rolou? Não sei como, mas uma música dance foi levando à outra e à outra e quando vimos nossa setlist soltava purpurina: muito Abba, Lady Gaga, Katy Perry, Black Eyed Peace (putz, lembrei agora que faltou Mika). Bem do jeito Youtube, uma música foi levando à outra até que rolou cenas do Eurovision,  um importantíssimo festival de música europeu que eu até há pouco tempo desconhecia. Fui conhecer a sua grandiosidade até ver o filme homônimo. Sabia que ele lançou grandes nomes, como Abba e Céline Dion? Pois é, também não sabia. Pare alguns minutos para ver alguns dos melhores momentos deste evento. Você vai ver que as cenas apresentadas no filme não estão exagerando em momento algum. Sério mesmo. É bizarro...e hilário. Só sei que se não houvesse a pandemia, talvez nós dois terminássemos a noite em uma danceteria (coisa rara, ou inexistente em Joinville, já que a sofrência já é uma sofrência há muito tempo por aqui).

 

E pra fechar a noite e pra fazer a alegria do maridão, deixamos Mr. Robert Plant esbanjar seu talento. E fomos dormir assim: tontinho e bem felizes. Que venham outras sextas glamurizadas como esta.

Entra no clima, vai. Leia o texto ouvindo isso: https://www.youtube.com/watch?v=2FynBs_lI4g  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O egoísmo desmascarado (ou O Massacre da Quarentena Elétrica)

Você abre sua rede social favorita e lá estão, amigos e conhecidos, brindando com chopinho, viajando pra “ver” o frio, em festinhas animadas, ralando na academia, a programação é extensa. Às vezes usam a máscara, pra mostrar um suposto comprometimento no combate a terrível pandemia que nos assola. Como se bastasse. Outras vezes, nem isso, ligam o foda-se pra geral. Imagens de aglomeros diversos Brasil afora estão cada vez mais comuns nestes dias tenebrosos. Pra mim, no entanto, é doloroso ver tanta gente pondo-se em risco – e pondo tantas outras pessoas em risco – em troca de algumas horas de entretenimento. É egoísta, é fútil, é constrangedor. E também é perigoso. Fã de filmes de horror, eu inevitavelmente relaciono esta galera com os jovens desavisados divertindo-se no camping de verão enquanto o serial killer se aproxima. Jasons microscópicos invadindo pulmões, aliens chocando seus ovos em órgãos internos, gremilins se multiplicando ad infinitum. Ai, que gente burra, ai, que cansa...

Menos namastê, mais uppercuts!

  Na minha outra vida, aquela, que a gente deixou pra trás por causa da pandemia, eu levava uma rotina bastante ativa. Corria e praticava natação com regularidade. Claro que eu sabia que isso me fazia bem, mas só fui sentir o peso de todo aquele bem-estar glorioso após o início da quarentena. Sem praticar nenhuma atividade física, comecei a sentir uma inquietação, um estresse já potencializados por este momento atípico e compreensivamente recluso. Só fui curtir exercícios físicos bem depois dos 30. Antes disso minha vida era basicamente trabalho/bar/casa. Trabalhe, beba, fume, coma, durma, repeat. Não vou negar: saudades. Anyway, comecei a sofrer de abstinência de hormônio do prazer, de ficar embriagada de endorfina, mas como proceder quando não há muitas alternativas seguras para se exercitar fora de casa? A resposta estava ao alcance das minhas mãos e dona internet comunicou-me sobre um aplicativo de marca famosa de tênis que te passa treinos personalizados pra praticar em casa. ...

Pai: nosso primeiro príncipe ou nosso primeiro sapo?

Olá, garota. Tudo bem? Mais um Dia dos Pais vem aí. E sabe o que eu tava pensando? Em como o jeito de ser de nossos pais influencia na escolha dos homens que queremos para nossa vida. Procuramos a cara-metade que seja um espelho de nossos progenitores. Não sei dizer o porquê. Talvez Freud explique. Talvez porque procuramos o que nos seja comum, o que nos seja confortável...porque é com isto que estamos acostumadas (mesmo nem sempre isso sendo bom). E às vezes o que mais criticamos é o que mais vem ao nosso encontro (não se ache maluca: algumas terapias alternativas explicam bem isso. Tudo tem um motivo, pode acreditar). Você já ouviu um papo que filhas mulheres pagam por pais que zoaram a cabeça da mulherada na juventude? Eu sempre achei esta conversa tão injusta. Talvez tudo isso que estamos conversando seja o motivo para isso. Os pais são a primeira referência que temos de um homem. Eu me lembro de como a presença masculina do meu avô passou confiança para minha mãe. Nunca a ouvi fal...