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Mostrando postagens de abril, 2021

Yes, we back

  Imediata de novo? Yes, de novo! Este projeto parece mesmo viver em uma metamorfose ambulante meio seixasniana, intercalando algumas fases que são bastante significativas para o universo  feminino, para o nosso universo, pelo menos. Nasceu como projeto de conclusão de graduação láaaaaaa em 1999, ainda como proposta de um projeto de uma revista impressa, que preencheria uma lacuna no mercado editorial para um público focado em mulheres de 20 anos, nada da comportada revista Claudia, nem da ninfomaníaca Nova ou Marie Claire. De um projeto impresso transformou-se em site adequando-se à realidade financeira de três quase formandas, eu Cintia Teixeira e Renata Nymberg.   O site era divertidíssimo, que pena que não guardamos os arquivos, foram registros bem interessantes, como por exemplo, o show da Gretchen (à moda antiga! Dá pra imaginar?). Vinte anos. Recém-formadas. Muitos projetos. Muitas possibilidades. Vida amorosa instável. O mundo era nosso.    ...

Quanta pressão!

Olá, garota! E aí, curtindo um pouquinho desta loucura toda? Quem está bem normal da cabeça aí levanta a mão. Então, um dia desses fui espairecer um pouco de tudo isso e vi um post no canal  Hooponopono  no Instagram que me chamou a atenção. Falava dessa coisa louca da nossa sociedade de colocar ordem e idade em tudo, de ter combinado (sem o nosso consentimento) que encontraríamos nossos caminhos profissionais e amorosos aos vinte. (justamente aos vinte, quando ainda nada faz sentido em nossa mente!). Daí fica a pergunta: por que não descobrir seu caminho apenas aos 30, seu amor aos 40, seu propósito aos 50? Por que um rolo compressor passa em cima das expectativas de cada uma de nós? Você já viu o filme “Os homens são de Marte...e é pra lá que eu vou”. É engraçadinho, né? E também muito desesperador. Quem já passou por isso entende bem a angústia da personagem vivida por Mônica Martelli. E sabe o que essa pressa gera? Casamentos nascidos fadados ao fracasso simplesmente pelo ...

Tô p da vida

  A gente não tinha internet, smartphone, MTV, nem dinheiro pra comprar discos e revistas. Eram os anos 80 e nossas fontes primárias de cultura pop, música, cinema, celebridades era via rádio e programas de auditório. O Viva a Noite, do finado Gugu, era o ponto alto da semana. Nós também não tivemos referências familiares muito significativas quando se tratava da área do entretenimento. Quer dizer… mamis me apresentou Hitchcock, Woody Allen e Kubrick, mas na área musical ela era mais Jovem Guarda que Novos Baianos. Nossos pais - meus e da Kelzinha, prima inseparável - ouviam basicamente missa e sertanejo, nas rádios locais. Sertanejo raiz, lógico, que até hoje levo Tonico e Tinoco, João Mineiro e Marciano e César e Paulinho no coração. Então veja bem, não me julgue mal. Nós queríamos era rock´n roll, e para preencher este vazio existencial em nossas almas, este desejo pela rebeldia, a contracultura, pelo polêmico e o controverso, nós contávamos com… Roupa Nova, Biquíni Cavad...

O egoísmo desmascarado (ou O Massacre da Quarentena Elétrica)

Você abre sua rede social favorita e lá estão, amigos e conhecidos, brindando com chopinho, viajando pra “ver” o frio, em festinhas animadas, ralando na academia, a programação é extensa. Às vezes usam a máscara, pra mostrar um suposto comprometimento no combate a terrível pandemia que nos assola. Como se bastasse. Outras vezes, nem isso, ligam o foda-se pra geral. Imagens de aglomeros diversos Brasil afora estão cada vez mais comuns nestes dias tenebrosos. Pra mim, no entanto, é doloroso ver tanta gente pondo-se em risco – e pondo tantas outras pessoas em risco – em troca de algumas horas de entretenimento. É egoísta, é fútil, é constrangedor. E também é perigoso. Fã de filmes de horror, eu inevitavelmente relaciono esta galera com os jovens desavisados divertindo-se no camping de verão enquanto o serial killer se aproxima. Jasons microscópicos invadindo pulmões, aliens chocando seus ovos em órgãos internos, gremilins se multiplicando ad infinitum. Ai, que gente burra, ai, que cansa...

Pai: nosso primeiro príncipe ou nosso primeiro sapo?

Olá, garota. Tudo bem? Mais um Dia dos Pais vem aí. E sabe o que eu tava pensando? Em como o jeito de ser de nossos pais influencia na escolha dos homens que queremos para nossa vida. Procuramos a cara-metade que seja um espelho de nossos progenitores. Não sei dizer o porquê. Talvez Freud explique. Talvez porque procuramos o que nos seja comum, o que nos seja confortável...porque é com isto que estamos acostumadas (mesmo nem sempre isso sendo bom). E às vezes o que mais criticamos é o que mais vem ao nosso encontro (não se ache maluca: algumas terapias alternativas explicam bem isso. Tudo tem um motivo, pode acreditar). Você já ouviu um papo que filhas mulheres pagam por pais que zoaram a cabeça da mulherada na juventude? Eu sempre achei esta conversa tão injusta. Talvez tudo isso que estamos conversando seja o motivo para isso. Os pais são a primeira referência que temos de um homem. Eu me lembro de como a presença masculina do meu avô passou confiança para minha mãe. Nunca a ouvi fal...

Menos namastê, mais uppercuts!

  Na minha outra vida, aquela, que a gente deixou pra trás por causa da pandemia, eu levava uma rotina bastante ativa. Corria e praticava natação com regularidade. Claro que eu sabia que isso me fazia bem, mas só fui sentir o peso de todo aquele bem-estar glorioso após o início da quarentena. Sem praticar nenhuma atividade física, comecei a sentir uma inquietação, um estresse já potencializados por este momento atípico e compreensivamente recluso. Só fui curtir exercícios físicos bem depois dos 30. Antes disso minha vida era basicamente trabalho/bar/casa. Trabalhe, beba, fume, coma, durma, repeat. Não vou negar: saudades. Anyway, comecei a sofrer de abstinência de hormônio do prazer, de ficar embriagada de endorfina, mas como proceder quando não há muitas alternativas seguras para se exercitar fora de casa? A resposta estava ao alcance das minhas mãos e dona internet comunicou-me sobre um aplicativo de marca famosa de tênis que te passa treinos personalizados pra praticar em casa. ...

Vizinha fogosa dá trabalho sob os lençóis ao meio-dia de domingo (ou como melhor aproveitar seu fim de semana em quarentena)

  Finais de semana são o dolce far niente proletário, tempo de nos debruçarmos apenas no que mais nos dá prazer, ou, é claro, de não fazer absolutamente nada. Alguns cozinham, outros entortam o caneco, muitos saem a passeio, e tem os que escolhem a ociosidade concedida a nós trabalhadores para transar ruidosamente ao meio-dia de domingo. Moro em um condomínio imenso e não posso me dar ao luxo de muita privacidade. Os prédios são bem próximos uns aos outros e se o vizinho do lado espirrar, já vou pondo a máscara rapidão porque o vírus não tá pra bobeira. Esse ~impeditivo moral~ que me impede de andar nua dentro do apê ou gritar a plenos pulmões durante uma discussão qualquer também tem lá suas vantagens, porque sempre há os que não dão a mínima para a opinião e os ouvidos adjacentes, e aí o big brother tá garantido. Não vou negar que sou uma observadora contumaz da vida alheia. Briga de casal não me agrada, é lógico. E se a briga envolver um homem e uma mulher não hesito em passar a...

DIVERSÃO ALLA MODA CORONA

 Eu e o maridão tínhamos um hábito de toda sexta à noite tomar uma cervejinha na sacada, botar o papo da semana em dia ao som de playlistas do Youtube. Não fazíamos isso há um tempão, não sei lá bem o porquê, ou porque ficou repetitivo ou por esquecimento mesmo. Só sei que na última semana acabamos voltando ao velho hábito e digo...foi bem divertido.   Quase sempre quem comanda a pick up caseira é ele com seus rocks setentistas, mas desta vez fui eu que botei o som. O que rolou? Não sei como, mas uma música dance foi levando à outra e à outra e quando vimos nossa setlist soltava purpurina: muito Abba, Lady Gaga, Katy Perry, Black Eyed Peace (putz, lembrei agora que faltou Mika). Bem do jeito Youtube, uma música foi levando à outra até que rolou cenas do Eurovision,  um importantíssimo festival de música europeu que eu até há pouco tempo desconhecia. Fui conhecer a sua grandiosidade até ver o filme homônimo. Sabia que ele lançou grandes nomes, como Abba e Céline Dion? P...

Carga e descarga de emoções

 E do nada. Lá estava eu e mamy fazendo um lanchinho no fim de uma inocente tarde de quinta-feira. 17 horas. Na volta ao carro, opa....cadê? Segundos de pavor, mini-infarto. Cadê o carro? Última parcela de quatro anos de pagamento, sem seguro. Cadê a porra do carro? Do nada, uma voz do além: moça, tá procurando o carro?  Ele foi guinchado. O mini-infarto não passou, mas melhorou. Só aí então vi que estacionei em vaga de carga e descarga. Também do nada saiu a voz de um rapaz: “olha, guincharam teu carro. Eu até tirei foto”. Oi, como? Te conheço, como assim foto? Sem pensar em nada, sai correndo atrás do policial fdp que fez aquilo (ele tá fazendo o trabalho dele, mas pra mim continua sendo um fdp). Ok. Descobri que meu carro estava no pátio da empresa parceira do Detran (louca para colocar aspas em parceira) simplesmente localizada no meio do nadaaaaaaa ao longo da BR. Ok, é pagar documentos, aguardar o tempo hábil e arrumar um anjo pra me dar carona e retirar o carro. Ok. N...

Eliminando...........

 É claro que vamos falar de BBB. Porque isso é vida real, sim. Estou acompanhando o reality show e não apenas dando uma “passadinha” em frente à tv. Diferente da última versão (que também assisti e foi minha tábua de salvação quando recém começou o confinamento da pandemia), esta versão não só voltou a colocar o feminismo em pauta, como também lançou luz ao tema racismo.    Em 2020, as meninas mandaram muito bem. Clap, clap, clap. Mas este ano.... Garotas, meu Deus. Muito discurso, muito choro, muito psedointelectualismo, muito mimimi. Raso, como tanta coisa do mundo virtual. Deveriam aproveitar este espaço superprivilegiado da tv brasileira para levar o debate até as classe mais populares. Mas o que se vê é muita lacração, preocupação em fazer bonito em frente às câmeras. Falam de empoderamento feminino de uma forma descabida. A expressão se tornou uma coisa tão chata, tão banal que nem posso mais ouví-la. Assim como “lugar de fala”. Para mim virou sinônimo de blablablá....