Pular para o conteúdo principal

Yes, we back

 Imediata de novo? Yes, de novo! Este projeto parece mesmo viver em uma metamorfose ambulante meio seixasniana, intercalando algumas fases que são bastante significativas para o universo  feminino, para o nosso universo, pelo menos. Nasceu como projeto de conclusão de graduação láaaaaaa em 1999, ainda como proposta de um projeto de uma revista impressa, que preencheria uma lacuna no mercado editorial para um público focado em mulheres de 20 anos, nada da comportada revista Claudia, nem da ninfomaníaca Nova ou Marie Claire. De um projeto impresso transformou-se em site adequando-se à realidade financeira de três quase formandas, eu Cintia Teixeira e Renata Nymberg.

 

O site era divertidíssimo, que pena que não guardamos os arquivos, foram registros bem interessantes, como por exemplo, o show da Gretchen (à moda antiga! Dá pra imaginar?). Vinte anos. Recém-formadas. Muitos projetos. Muitas possibilidades. Vida amorosa instável. O mundo era nosso. 

 

Após alguns anos o projeto voltou em formato de blog. Acabei escrevendo pouco e a Cíntia acabou tomando a divertida tarefa de atualização do canal. Ela escrevia de Tubarão e eu (quando escrevia), de Joinville. Trinta anos. A carreira um pouco mais consolidada. Primeiras conquistas materiais. Início de um relacionamento sério. A gente se adequou ao mundo.   

 

E aqui estamos nós. Depois de uma breve (?) pausa de nove anos, voltamos com o olhar de quem tá na idade da loba com muito mais histórias para compartilhar. Ainda com tudo em cima, mais experientes do que nunca, sabendo o que queremos (ou não), mais decididas. Quarenta anos. Relacionamento estável. Foda-se o mundo.

 



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O egoísmo desmascarado (ou O Massacre da Quarentena Elétrica)

Você abre sua rede social favorita e lá estão, amigos e conhecidos, brindando com chopinho, viajando pra “ver” o frio, em festinhas animadas, ralando na academia, a programação é extensa. Às vezes usam a máscara, pra mostrar um suposto comprometimento no combate a terrível pandemia que nos assola. Como se bastasse. Outras vezes, nem isso, ligam o foda-se pra geral. Imagens de aglomeros diversos Brasil afora estão cada vez mais comuns nestes dias tenebrosos. Pra mim, no entanto, é doloroso ver tanta gente pondo-se em risco – e pondo tantas outras pessoas em risco – em troca de algumas horas de entretenimento. É egoísta, é fútil, é constrangedor. E também é perigoso. Fã de filmes de horror, eu inevitavelmente relaciono esta galera com os jovens desavisados divertindo-se no camping de verão enquanto o serial killer se aproxima. Jasons microscópicos invadindo pulmões, aliens chocando seus ovos em órgãos internos, gremilins se multiplicando ad infinitum. Ai, que gente burra, ai, que cansa...

Menos namastê, mais uppercuts!

  Na minha outra vida, aquela, que a gente deixou pra trás por causa da pandemia, eu levava uma rotina bastante ativa. Corria e praticava natação com regularidade. Claro que eu sabia que isso me fazia bem, mas só fui sentir o peso de todo aquele bem-estar glorioso após o início da quarentena. Sem praticar nenhuma atividade física, comecei a sentir uma inquietação, um estresse já potencializados por este momento atípico e compreensivamente recluso. Só fui curtir exercícios físicos bem depois dos 30. Antes disso minha vida era basicamente trabalho/bar/casa. Trabalhe, beba, fume, coma, durma, repeat. Não vou negar: saudades. Anyway, comecei a sofrer de abstinência de hormônio do prazer, de ficar embriagada de endorfina, mas como proceder quando não há muitas alternativas seguras para se exercitar fora de casa? A resposta estava ao alcance das minhas mãos e dona internet comunicou-me sobre um aplicativo de marca famosa de tênis que te passa treinos personalizados pra praticar em casa. ...

Quanta pressão!

Olá, garota! E aí, curtindo um pouquinho desta loucura toda? Quem está bem normal da cabeça aí levanta a mão. Então, um dia desses fui espairecer um pouco de tudo isso e vi um post no canal  Hooponopono  no Instagram que me chamou a atenção. Falava dessa coisa louca da nossa sociedade de colocar ordem e idade em tudo, de ter combinado (sem o nosso consentimento) que encontraríamos nossos caminhos profissionais e amorosos aos vinte. (justamente aos vinte, quando ainda nada faz sentido em nossa mente!). Daí fica a pergunta: por que não descobrir seu caminho apenas aos 30, seu amor aos 40, seu propósito aos 50? Por que um rolo compressor passa em cima das expectativas de cada uma de nós? Você já viu o filme “Os homens são de Marte...e é pra lá que eu vou”. É engraçadinho, né? E também muito desesperador. Quem já passou por isso entende bem a angústia da personagem vivida por Mônica Martelli. E sabe o que essa pressa gera? Casamentos nascidos fadados ao fracasso simplesmente pelo ...